Seja Bem Vindo (a)

Eu não escrevo. Desenho. Eu desenho imagens. Palavras são uma forma de tinta complicada e perigosa. Não mancham as mãos e nem as roupas, mas tingem as manhãs, o mundo, as pessoas...
.............

No Brasil, quem vence são aqueles que ladram ou negociam a honra. Eu não fiz nada disto em minha vida. Por esta razão estou aqui. Abri este site de poesias.
............

Eu nasci poeta. Graduei-me em Medicina. Poderia ter sido arquiteta, surfista, mestre-cuca, coisa nenhuma, mas ainda assim seria poeta. Poderia até nunca ter escrito nada na vida e continuaria sendo poeta. Poesia, para mim, é algo visceral, quase automático, independente da vontade. Escrevo como quem respira.
...........

Sempre tive uma péssima caligrafia. Letra de médico, palavras técnicas, explicam-me. Não é nada disto. Eu sou poeta. Minha palavra deve ser incompreendida, posta em dúvida, ir além da linguística. Eu preciso ser TRADUZIDA, senão pelo sentido, na forma, mesmo quando escrevo "cólica" ou "aspirina".
...........

Escrevo sobre os horizontes duros e inflexíveis dos muros que me cerceiam. Escrevo assim como poderia desenhar um sol ou uma barca. Escrevo onde deveria existir apenas a mudez completa e irreversível, comum às pessoas sensatas. Eu ofereço-vos, enfim, meus silêncios.
Ou o que deveria ser silêncio apenas.
............

Escrevo para dar uma possibilidade de fuga às coisas, presas à imobilidade de conceitos. Empresto-lhes saias de cetim, anéis, chapéus. Dou-lhes uma mentira, ou uma nova realidade. Assim, alvejo as noites, beijo estrelas e amacio o coração do homem. E transmuto o mundo por alguns instantes, creio, e preciso crer nisto.
..............

Este site reúne poemas escritos em várias fases de minha vida. É uma curiosa e estranha coleção. Sinto que com o tempo, meus poemas vão perdendo as maravilhas, e ganhando uma dureza. Vão se despindo de excedentes. Adjetivos. Flores. Folhas. Vão restando apenas árvore.
............

Eu não sou poetisa, sou poeta. EXPLICO: Para criar tenho que resgatar meu lado masculino: Só o casal cria... Em homenagem ao muso, ao animus, ao homem imaginário, digo-me-Poeta.
............

A palavra aproximaria

o que a linha divide

Acredita mesmo nisto?

Tentei vencer o impossível

as diferenças

E, até hoje, tento,

sem grande veemência,

porque compreendo

que até o ato de escrever, em si,

é um tímido conflito

Tão incompreendido

quanto um míssil teleguiado

(Fizeram-no desesperadamente

amar  o quê, sem ele saber, irá destruí-lo)

Ah humano destino

Será que, um dia,

eu vencerei meus próprios escritos?

 

ÚLTIMAS ATUALIZAÇÕES

 

 

  lida médica

#352 - #353 - #354 - #355 #356 - #357 - #358 - #359 #360 - #361 - #362 - #363 #364 - #365 - #366 - #367

Leia mais...

 

  sócio-políticos

#188 - #189 - #190 - #191 #192 - #193 - #194 - #195 #196 - #197 - #198 - #199 #200 - #201 - #202 - #203

Leia mais...

 

  filosóficos

#492 - #493 - #494 - #495 #496 - #497 - #498 - #499 #500 - #501  - #502 - #503 #504 - #505 - #506 - #507

Leia mais...

 

  humor

#217 - #218 - #219 - #220  #221 - #222 - #223 - #224  #225 - #226 - #227 - #228 #229 - #230 - #231 - #232

Leia mais...

 

  místicos

#293 - #294 - #295 - #296 #297 - #298 - #299 - #300 #301 - #302 - #303 - #304 #305 - #306 - #307 - #308

Leia mais...

 

  confessionais

#199 - #200 - #201 - #202 #203 - #204 - #205 - #206 #207 - #208 - #209 - #210 #211 - #212 - #213 - #214

Leia mais...

Maria da Graça Ferraz

Copyright ©2010 - www.gracasavida.com.br

web: master & designer www.mis.art.br